Conheça a história do Rafting no Jalapão, uma história que começa com os índios locais e que hoje temos o prazer de continuar, sendo a única empresa de Rafting do Jalapão.

História do Rafting no Tocantins

No Tocantins somos todos filhos do rio, os índios são os primeiros a terem essa relação estreita com o rio, tribos como os avá-canoeiros eram exímios remadores mas as corredeiras sempre foram vistas como locais perigosos. 

Em algum momento pela sobrevivência mesmo as comunidades do interior começaram a ter medo do rio e lendas e mitos como o pirara e a sucuri ganharam força fazendo com que as pessoas tivessem receio de locais aparentemente tranquilos do rio como os remansos.

Início do Rafting Jalapão

O rafting no Tocantins começa por volta do ano 2000, com a 4 Elementos, uma empresa de São Paulo, com uma equipe paulista e que atendia um público essencialmente paulista no Jalapão.

Portanto, pessoas de fora vindo atender pessoas de fora no Tocantins. A presença deles começou a inserir o conceito de rafting no Estado e, apesar de não ter um trabalho direcionado para isso, alguns jovens de Palmas despertaram o desejo de se tornarem guias de Rafting.

Por volta de 2002, Andrey Carneiro, Danilo Curado e Murilo Klebis foram os primeiros. Em uma viagem para Foz do Iguaçu fizeram curso de rafting com Massimo Desiati. Depois Murilo e Danilo inclusive chegaram a comprar equipamentos para abrir uma empresa de rafting no Tocantins, mas, por motivos pessoais, a ideia não seguiu. 

Acaba que o Andrey Carneiro (hoje proprietário da cerrado rupestre) que foi morar em Brotas, acabou se tornando o primeiro guia de rafting Tocantinense que trabalhou com a atividade no Estado, trabalhando na expedição da 4 Elementos no Jalapão.

Profissionalizando o mercado de rafting no Jalapão

E então a história vai para Dianópolis, onde próximo a 2004 o Walter (alemão) abriu a Stella Tour com o Valtecio (Tocantinense), depois de fazerem um curso de rafting em Brotas. Essa empresa trabalhava em Dianópolis, no Rio Palmeiras, no Rio da Conceição e no Rio Manoel Alves.

Eles estabeleceram uma parceria com a Korubo e começaram a trabalhar no Jalapão. Foram os primeiros a investir na formação de guias de rafting do Tocantins e trouxeram o Caco, que era companheiro de seleção brasileira de rafting do Massimo, para dar um curso de rafting na região de Dianópolis, pelo ano de 2006. 

Como eu disse no começo, o povo do interior morria de medo do rio e eles por não acharem gente na região que quisesse fazer o curso acabaram convidando os jovens que no tempo praticavam Mountain Bike em Palmas.

O surgimento da ideia do Novaventura

Foi quando eu (Rafael Moraes), que além de ser praticante de mountain bike, também cursava turismo na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e trabalhava na Secretaria Estadual de Turismo, fui para Dianópolis fazer esse curso de instrutor de rafting, conheci a atividade e me apaixonei pelo esporte. 

Lembro até hoje que após uma expedição de exploração, onde descemos pela primeira vez um trecho do Rio Palmeiras, com corredeiras e cânions incríveis, decidi que era isso que eu queria fazer pro resto da vida.

Mas nada é por acaso, pois eu já fazia a faculdade de turismo e tinha uma vocação natural para o turismo de aventura. Agora o desafio era saber como fazer para passar do sonho para a realização, como tirar a ideia do papel. E acredite, isso foi um processo longo, bem mais longo do que se possa imaginar.

Para se ter uma ideia, a primeira descida comercial que fiz como profissional do rafting foi em 2012, ou seja, foram 6 anos caminhando até chegar no ponto de realmente colocar a mão na massa. Ainda tinha que me formar na faculdade, me aprimorar na atividade e fazer meu mestrado, antes de começar a colocar o plano em prática.

Para saber mais sobre a história do Novaventura e como esse projeto se tornou realidade, clique aqui!